Nome de pai de dentista é usado para estelionato em São Bernardo

A advogada Iara Aleijo, que representa a família da dentista Cinthya Magaly Moutinho de Souza, morta após ser queimada viva durante assalto no dia 25, em São Bernardo, afirmou que existem pessoas utilizando o nome do aposentado Viriato Gomes de Souza, 70 anos, pai da vítima, para pedir dinheiro pela cidade.

“Aqueles que estão fazendo isso são estelionatários. Viriato não pediu dinheiro para ninguém. Chegaram a ligar na casa dele para perguntar se ele estava precisando de fralda para a Simone (irmã da dentista). Eles não precisam disso, pois ela possui a saúde boa. Estão usando o nome da família para pedir donativos. É exploração de um momento de dor”, disse a defensora.

Na noite de ontem, foi realizada missa de 7° dia em memória a Cynthia Magaly. Cerca de 100 amigos e parentes da vítima participaram do ato religioso. O pai da dentista esteve no ato ecumênico, mas preferiu não dar declarações. A advogada na cidade de São Bernardo da família disse que Viriato decidiu não falar com a imprensa após orientação jurídica. “É momento de reflexão e rezar pela Cynthia”, disse Iara.

O diretor comercial Alexandre Luiz Gonçalves, 43, disse que era vizinho de Cynthia e a conhecia há muito tempo. Ele afirmou que a forma brutal com que a colega foi assassinada amedrontou o Jardim Holywood, bairro onde a vítima morava e trabalhava. “É um sentimento de mãos atadas. A violência está cada dia pior. O jeito é nos apegar a Deus.”

AJUDA

O secretário do Conselho Regional de Odontologia do estado de São Paulo, Marco Antonio Manfredini, informou que a entidade irá indenizar a família da dentista. Os profissionais da área são obrigados a pagar seguro de vida à entidade, que, em casos como o de Cynthia Magaly, é revertido aos familiares das vítimas.





Manfredini afirmou que a entidade já pagou total de R$ 2 milhões em indenizações a familiares de dentistas que morreram assassinados, em acidentes ou por causas naturais.

O secretário destacou ainda a importância da denúncia no caso de assaltos a consultórios. “É preciso registrar a ocorrência para que a polícia possa combater o crime. Se isso não for feito, toda a categoria fica sujeita a riscos.”

Manfredini sugeriu ainda que o centro de especialidades odontológicas do Programa Brasil Sorridente, que será inaugurado até o fim do ano no bairro Alvarenga, em São Bernardo, receba o nome de Cinthya Magaly, como uma homenagem à profissional. “Vamos levar essa proposta para a Prefeitura, pois o caso ganhou grande repercussão e é importante que não seja esquecido pela população.”

A Prefeitura de São Bernardo afirmou que ainda não recebeu a proposta, mas que, assim que recebê-la, irá analisar a viabilidade.

Fonte: Diário do Grande ABC

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