São Bernardo e região têm altos índices de câncer de mama

Estudo da equipe de oncologia da FMABC (Faculdade de Medicina ABC) no Hospital Estadual Mário Covas, na cidade de Santo André, e no Hospital de Ensino Anchieta, em São Bernardo, constatou que os casos de câncer de mama nos dois hospitais estão acima da média apontada pelo Inca (Instituto Nacional do Câncer) para a Capital e a Região Sudeste.

A pesquisa, feita em 2010 e 2011, avaliou 2.366 pacientes, dos quais 63% eram mulheres, com idade média entre 50 e 60 anos. O tumor de mama foi o que teve maior incidência (31,5%) de casos. “Também identificamos outros tipos de cânceres como pulmão, útero, colo de útero, entre outros”, disse o coordenador do estudo, Felipe Cruz.

O percentual ficou acima da média detectada pelo Inca para o Brasil (13%) e Região Sudeste (13,6%). “Também identificamos casos de câncer de mama em homens (1%), mas estes ficaram dentro do esperado para a perspectiva nacional”, disse.

Para Cruz, a explicação para essa grande incidência de câncer de mama nos dois hospitais é resultado de um maior número de diagnósticos feitos. “Também deve ser levado em consideração que são duas unidades de excelência para este tipo de tratamento”, afirmou.

Sem alarde – O coordenador do estudo, que é membro do Cepho (Centro de Estudos e Pesquisas em Hematologia e Oncologia) da FMABC, destacou que não é necessário alarde por parte da população. “Os moradores devem ficar tranquilos, pois não há nada comprovado de que quem mora no ABCD tem mais riscos de ter tumor de mama ou qualquer outro tipo de câncer.”





O médico alertou que o ideal é que as mulheres façam o autoexame e, ao menos uma vez por ano, a mamografia. “Quem tem casos da doença na família deve ter cuidado redobrado”, disse.

O Ministério da Saúde mostra que no primeiro semestre de 2012 houve aumento de 21% no número de mamografias feitas no SUS, entre mulheres na faixa prioritária (50 a 69 anos), em comparação com o mesmo período de 2011.

Grupo atua no apoio às vítimas da doença

Foi por meio do autoexame em casa que a aposentada Olivia Francisca de Lima detectou um nódulo no seio direito. “Sempre passei pelo médico e os resultados dos exames eram normais. Porém, por uma curiosidade fiz o exame apalpando os seios e notei um caroço”, lembra.

Dez anos depois do diagnostico e retirada do tumor, Olivia divide seu tempo entre a casa e o Grupo Viva Melhor, que dá apoio as mulheres mastectomizadas (que retiraram a mama). “Levo a experiência que tive como forma de incentivar as mulheres”, disse Olivia.

Há 13 anos prestando serviços de doação de prótese mamária, empréstimos de perucas para mulheres que fazem quimioterapia, palestras e ações de conscientização sobre a doença, a estimativa da fundadora do Viva Melhor, Vera Emília Chiavelli Teruel, é que 4 mil mulheres já foram atendidas.

A presidente do grupo, que teve a doença, relata que quando chegam ao Viva Melhor as mulheres estão em depressão, em alguns casos as mamas foram retiradas. “Nosso trabalho é mostrar a essas pessoas que é possível vencer essa batalha e que elas não estão sozinhas.”

O contato com o grupo pode ser feito no grupovivamelhor.org.br ou 4433-3053.

Fonte: ABCD Maior





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