{"id":1395,"date":"2013-03-18T00:46:46","date_gmt":"2013-03-18T03:46:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.encontrasaobernardo.com.br\/noticias\/?p=1395"},"modified":"2019-04-12T16:41:27","modified_gmt":"2019-04-12T19:41:27","slug":"em-sao-bernardo-e-regiao-18-mil-vivem-com-agua-a-conta-gotas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.encontrasaobernardo.com.br\/sobre\/em-sao-bernardo-e-regiao-18-mil-vivem-com-agua-a-conta-gotas\/","title":{"rendered":"Em S\u00e3o Bernardo e regi\u00e3o, 18 mil vivem com \u00e1gua a conta-gotas"},"content":{"rendered":"<div class=\"b7a9cc72b38518383f4213f1240ff05a\" data-index=\"1\" style=\"float: none; margin:0px;\">\n<!-- Anuncio display - global -->\r\n<ins class=\"adsbygoogle\"\r\n     style=\"display:block\"\r\n     data-ad-client=\"ca-pub-8585364105181520\"\r\n     data-ad-slot=\"8789329856\"\r\n     data-ad-format=\"auto\"\r\n     data-full-width-responsive=\"true\"><\/ins>\r\n<script>\r\n     (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\r\n<\/script>\n<\/div>\n<p>A dona de casa Selma Cavalcanti, 52 anos, teve paralisia infantil e sofre de sequelas na perna esquerda. Ela depende de pr\u00f3tese e usa muletas para se locomover. Mesmo assim, \u00e9 obrigada a escalar escadas para ter \u00e1gua em sua casa, na Estrada Municipal, no bairro Tatetos, em S\u00e3o Bernardo. Ela \u00e9 um dos cerca de 18 mil moradores que dependem do caminh\u00e3o-pipa para abastecimento em Santo Andr\u00e9, S\u00e3o Bernardo e\u00a0cidade de Diadema. Mau\u00e1 e S\u00e3o Caetano disseram n\u00e3o ter situa\u00e7\u00f5es do tipo. Em Ribeir\u00e3o Pires e\u00a0Rio\u00a0Grande da Serra, a Sabesp (Companhia de Saneamento do\u00a0Estado de S\u00e3o Paulo) n\u00e3o informou.<\/p>\n<p>Para n\u00e3o ficar sem o recurso, Selma, que mora no Tatetos h\u00e1 26 anos, usa quatro tambores para armazenamento, al\u00e9m da caixa. Quando o reservat\u00f3rio esvazia, \u00e9 obrigada a puxar com a boca a \u00e1gua dos tambores para colocar na caixa, ligada \u00e0 tubula\u00e7\u00e3o da casa. Antes, por\u00e9m, sobe at\u00e9 o alto do morro onde fica a resid\u00eancia, tarefa complicada para quem tem dificuldades de locomo\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c0s vezes pe\u00e7o ajuda ao meu ex-marido. Mas se n\u00e3o tiver ningu\u00e9m, preciso me virar.\u201d<\/p>\n<p>Vizinha de Selma, a dona de casa Hilda Alves de Carvalho, 48, tem quase 20 tambores para armazenar \u00e1gua. Protetora de animais, depende do l\u00edquido para dar de beber a 26 c\u00e3es e 16 gatos e fazer a limpeza do canil. Ela garante que, nas \u00faltimas tr\u00eas semanas, o caminh\u00e3o veio uma vez a cada sete dias, mas nem sempre \u00e9 assim. \u201cJ\u00e1 ficamos at\u00e9 20 dias sem \u00e1gua. Quando isso acontece, sou uma das \u00fanicas que liga para a subprefeitura do\u00a0Riacho\u00a0Grande para pedir o caminh\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Em S\u00e3o Bernardo, al\u00e9m do Tatetos, s\u00e3o abastecidos dessa forma os n\u00facleos Santa Cruz, Taquacetuba, Capelinha, Botujuru, Zanzala e Battistini. A periodicidade, segundo a\u00a0Prefeitura de S\u00e3o Bernardo, o abastecimento de \u00e1gua na cidade de S\u00e3o Bernardo \u00e9 a cada dez dias.<\/p>\n<p>A administra\u00e7\u00e3o municipal ainda informou que a responsabilidade por melhorias nesses bairros \u00e9 da Sabesp, que, por sua vez, n\u00e3o tem previs\u00e3o de obras por se tratar de \u00e1reas irregulares e de mananciais.<\/p>\n<p>Diadema<\/p>\n<p>Hist\u00f3rias semelhantes se repetem no S\u00edtio Joaninha e na Vila Santa F\u00e9, em Diadema, onde ao menos 5.000 pessoas dependem do caminh\u00e3o-pipa, segundo a Saned (Companhia de Saneamento de Diadema).<\/p>\n<p>Na Rua 4 do S\u00edtio Joaninha, a operadora de caixa Adriana de Almeida, 28, precisa puxar a mangueira pesada do ve\u00edculo degraus acima. Depois, sobe a escada de pedreiro para chegar ao telhado, onde ficam a caixa d\u2019\u00e1gua e os tambores. \u201cSe o motorista assobiar l\u00e1 embaixo e ningu\u00e9m descer para puxar a mangueira, passamos uma semana sem \u00e1gua.\u201d<\/p>\n<p>Apesar de a Saned afirmar que o caminh\u00e3o abastece o bairro diariamente, as fam\u00edlias garantem que ele s\u00f3 passa uma vez por semana.<\/p>\n<p>Na casa da auxiliar de limpeza Iraci Pereira dos Santos, 31, o banho \u00e9 gelado. Por causa das liga\u00e7\u00f5es irregulares de energia, o chuveiro n\u00e3o esquenta. \u201cTomo banho no servi\u00e7o, ou esquento \u00e1gua e tomo de canequinha.\u201d<\/p>\n<p>Desempregada, Isabel Teixeira, 34, agora tem tempo para limpar os tambores antes de receber o l\u00edquido. \u201cQuando trabalhava, se sabia que o caminh\u00e3o viria no dia seguinte, fazia a limpeza l\u00e1 pelas 22h.\u201d<\/p>\n<p>Os moradores cansaram de ouvir promessas. A urbaniza\u00e7\u00e3o do bairro, anunciada no ano passado, n\u00e3o saiu do papel. \u201cMeu sonho \u00e9 ter \u00e1gua na torneira como qualquer um\u201d, diz Adriana, que teme que os reservat\u00f3rios dos vizinhos atraiam mosquitos da dengue, pois muitos n\u00e3o cobrem as caixas.<\/p>\n<p>Sem pagamento n\u00e3o h\u00e1\u00a0\u00e1gua na cidade de Santo Andr\u00e9<\/p>\n<p>Em Diadema e na cidade de S\u00e3o Bernardo\u00a0a \u00e1gua do caminh\u00e3o-pipa \u00e9 fornecida gratuitamente \u00e0s fam\u00edlias que n\u00e3o t\u00eam rede de abastecimento. Em Santo Andr\u00e9, por\u00e9m, os moradores pagam antecipado pelo consumo. Nos bairros Recreio da Borda do Campo e Parque Andreense, quase 10 mil pessoas vivem assim, o equivalente a 2% da popula\u00e7\u00e3o da\u00a0cidade.<\/p>\n<p>Na quinta-feira, quando a equipe a reportagem esteve no bairro Recreio da Borda do Campo, ao menos dez caminh\u00f5es-pipas foram e voltaram, cheios e vazios, pela Avenida Mico Le\u00e3o Dourado.<\/p>\n<p>Na Rua Sagui da Serra, o operador de circuito fechado de televis\u00e3o F\u00e1bio Prado, 27 anos, viu o caminh\u00e3o passar direto por sua casa. Estava sem dinheiro para comprar o ticket de R$ 76,80, equivalente a 30 mil litros de \u00e1gua, que duram cerca de 40 dias. \u201cTenho dois filhos pequenos e quase n\u00e3o resta nada na caixa. Vou ter de esperar at\u00e9 a pr\u00f3xima semana para acertar a conta e, assim, ter o abastecimento.\u201d<\/p>\n<p>Para a dona de casa Terezinha de Jesus Costa Gilhon, 57, a situa\u00e7\u00e3o se define com apenas uma palavra: humilha\u00e7\u00e3o. \u201cSabemos que os motoristas n\u00e3o t\u00eam culpa, mas, \u00e0s vezes, \u00e9 desesperador. Quando h\u00e1 greves ou atrasos, temos de ficar ligando e cobrando para ter algo que as pessoas tem ao girar a torneira, facilmente.\u201d<\/p>\n<p>Os moradores garantem que as greves s\u00e3o comuns. \u201cNo come\u00e7o deste ano teve uma. Estava aquele calor\u00e3o e ficamos quase um m\u00eas sem \u00e1gua\u201d, relembra o eletricista de manuten\u00e7\u00e3o Sidnei Silva, 50.<\/p>\n<p>O morador diz que teve de aprender a economizar. \u201cReutilizamos a \u00e1gua do tanquinho para lavar o quintal, tomamos banhos r\u00e1pidos e juntamos roupa antes de lavar.\u201d<\/p>\n<p>Silva reclama ainda que h\u00e1 redes de esgoto instaladas na via, mas que nunca funcionaram. \u201cE somos cobrados.\u201d<\/p>\n<p>Conforme o Semasa (Servi\u00e7o Municipal de Saneamento Ambiental de Santo Andr\u00e9), as redes foram autorizadas pela Secretaria do Verde e Meio Ambiente, j\u00e1 que toda a \u00e1rea \u00e9 coberta pela Lei de Prote\u00e7\u00e3o de Mananciais. A autarquia promete que retomar\u00e1 a complementa\u00e7\u00e3o das redes de esgoto e elevat\u00f3rias at\u00e9 o fim de abril e, depois, ser\u00e3o iniciadas as redes de \u00e1gua.<\/p>\n<p><em>Fonte: Di\u00e1rio do Grande ABC<\/em><\/p>\n\n<div style=\"font-size: 0px; height: 0px; line-height: 0px; margin: 0; padding: 0; clear: both;\"><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A dona de casa Selma Cavalcanti, 52 anos, teve paralisia infantil e sofre de sequelas na perna esquerda. Ela depende de pr\u00f3tese e usa muletas para se locomover. Mesmo assim, \u00e9 obrigada a escalar escadas para ter \u00e1gua em sua casa, na Estrada Municipal, no bairro Tatetos, em S\u00e3o Bernardo. Ela \u00e9 um dos cerca de 18 mil moradores que dependem do caminh\u00e3o-pipa para abastecimento em Santo Andr\u00e9, S\u00e3o Bernardo e\u00a0cidade de Diadema. Mau\u00e1 e S\u00e3o Caetano disseram n\u00e3o ter situa\u00e7\u00f5es do tipo. 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